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Marcas do Tempo: Reflexões de Fim de Ano

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  Marcas do Tempo: Reflexões de Fim de Ano Vanessa Maria de Castro  Brasília   Travessia de dezembro de 2025 para janeiro de 2026  O final de ano nos convida a escutar o tempo: as memórias do passado saltam em nossa direção; o ontem vai ficando distante; o presente se coloca à nossa frente; e o que ainda virá parece ensaiar seus primeiros passos diante de nós. As marcas do passado permanecem, indeléveis, bordadas ano após ano em nossa pele, no contorno do rosto, na memória do tecido da vida. Assim, o final do ano é, quase inevitavelmente, o momento de falar do tempo. Não apenas do tempo que passou, medido em meses, agendas e compromissos, mas do tempo que nos atravessa e nos informa sobre a nossa finitude. Estamos todos atravessados pelo tempo. Tudo o que vive envelhece, muda e carrega em si a marca da finitude. Seguir vivendo é apenas uma das possibilidades; a outra é não fazer mais parte desta cena. Muitos que iniciaram a caminhada deste ano já...

Quando uma Parte de Nós Também Morre: O Silêncio que a Morte Inaugura

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Palavras em Transe

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Palavras em Transe As palavras carregam em si o poder de transitar entre diferentes dimensões da experiência humana: o subjetivo, o coletivo, o íntimo e o político. Em seu movimento, elas assumem formas que vão além do que é falado, moldando-se pela escrita como um ato de escuta, reflexão e reconstrução.  Há momentos em que as palavras revelam aquilo que parecia indizível, trazendo à superfície questões de dignidade, justiça e memória. Elas expõem as inquietações mais profundas, trazendo luz a sentimentos, dores e resistências que não poderiam permanecer no silêncio da alma. Em outros momentos, as palavras permanecem em um estado de trânsito, suspensas entre o que foi vivido e o que está por ser compreendido. Esse movimento não é linear, mas profundamente transformador, atravessando territórios de resistência, subjetividade e criação, enquanto buscam um espaço onde possam se expandir e se renovar. Quando escritas, as palavras não apenas narram, mas criam espaço para a multiplicidad...